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Blog À Trois

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A minha experiência n'O Asiático do Chef Kiko

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Há já muito tempo que queria experimentar O Asiático, do Chef Kiko Martins. Com uma classificação de 4.7 e críticas impressionantes no Zomato, sabia que a coisa tinha tudo para correr bem. 

 

Marquei jantar para uma segunda-feira. Confesso que, se não fosse esta possibilidade de marcar mesa, não teria ido. Já tive a experiência de esperar quase 2h - que dizem que até é pouco! - noutro restaurante do Chef Kiko - A Cevicheria - e não foi bom. Compreendo que em alguns conceitos/espaços não faça sentido esta comodidade de agendar um horário, mas para mim é muito importante. Tanto tempo à espera, ainda por cima num dia não muito agradável, acabou por afetar negativamente a minha experiência. 

 

Voltando ao Asiático. Fomos encaminhados simpaticamente por um funcionário, através do corredor, até à sala. A decoração é muito bonita, sem ser vistosa ou pretensiosa. É simples, com cores neutras e detalhes que nos remetem ao continente asiático, sem serem demasiado literais.

 

O conceito do restaurante é a partilha, por isso pedimos três pratos - dois frios e um quente. Atenção que o menu que está no Zomato não se encontra atualizado!

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Começámos com umas vieiras em tosazu, que surpreenderam pela associação maravilhosa com... avelãs! Nunca pensei que esta combinação funcionasse tão bem!

 

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Esta foto não faz, de todo, justiça à beleza do prato. Este ceviche do Laos era ma-ra-vi-lho-so! O atum era incrível e aqueles quadradinhos brancos deliciosos! São coco fresco e o sabor deles é incrível! Foi o meu preferido.

 

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Seguiu-se o polvo mais tenro que já comi na vida e o melhor puré de brócolos a acompanhar. Confesso que não estava muito entusiasmada com este prato - nem sequer tirei foto, roubei esta do facebook do restaurante! - mas surpreendeu. As espetadas de polvo vêm numa espécie de grelhador que as perfuma com gengibre; o acompanhamento, puré de brócolos e uns legumes levemente cozinhados, é delicioso e completa o prato na perfeição.

 

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Para sobremesa, escolhemos o caril doce. Eu adoro gelado de iogurte e este era maravilhoso - estou um bocado repetitiva, eu sei, mas fazer o quê?! O bolo de coco era dos deuses. 

 

Para beber, pedimos água e vinho tinto "O Talho", que, adivinhem!, também é muito bom.

 

Não é um restaurante barato, mas vale cada cêntimo. A comida é ótima, o espaço é bonito e confortável, o atendimento é simpático e cuidado. A única coisa que não me agradou especialmente foi a entrada, que também me esqueci de fotografar. Não que seja má, nada disso! Só achei que não estava ao nível do restante menu.

 

Se volto? Humm, deixa ver. Jantamos hoje?

Paleo | O melhor bolo de banana do mundo | Sem açúcar, sem glúten, sem lactose

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Há, provavelmente, 1 473 672 receitas de bolo/pão de banana. O saudável, o fit, o paleo, o sem açúcar, o milagroso, o delicioso, e por aí vai. Experimentei várias dessas receitas, mas ficavam sempre à quem daquele sabor a bolo de banana gordinho da infância. Além disso, quase todas tinham aveia e mel nos ingredientes, o que para mim era um problema. Não consumo aveia e, apesar de gostar de mel, prefiro não adicionar mais açúcares aos já presentes na fruta.

 

Há umas semanas encontrei a receita da Rose. Ia muito mais ao encontro do que eu queria, mas ainda assim, faltava-lhe alguma coisa. Fui experimentando, adaptando e inventando, até que cheguei a um resultado final que me transportou de volta à infância. Atrevo-me até a dizer, que é melhor do que essa memória. E por isso, não poderia deixar de o partilhar com vocês!

 

O melhor bolo de banana do mundo

 

Ingredientes

- 4 bananas da madeira bem maduras

- 2 ovos

- 4 colheres de sopa de óleo de coco derretido

- 1/2 chávena de farinha de amêndoa

- 1/2 chávena de farinha de coco

- 1 colher de sopa de fermento bem cheia

- Muita canela!

 

Preparação

Amassar com um garfo 3 bananas. Juntar os ingredientes líquidos (ovos e óleo de coco) e depois os secos (farinhas, fermento e canela). Não se poupem na canela! Ela vai fazer toda a diferença. Eu costumo colocar 2 a 3 colheres de sopa.

Por fim, cortar a banana que resta em rodelas e envolver na massa.*

Levar ao forno numa forma de silicone, aquecido a 180º, por aproximadamente 40 minutos.

 

*Em ocasiões especiais, adiciono também chocolate negro partido aos bocadinhos.

 

Garanto-vos que fica maravilhoso! 

10 coisas que deves saber antes de viajares para a Índia

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Quem acompanha o Instagram do blog - @blog_a_trois - sabe que estive duas semanas de férias na Índia.

 

Antes de ir, li muito - muuuito mesmo - sobre esse outro planeta que é a Índia e tenho a certeza que foi fundamental para que tudo corresse bem. Umas coisas verificaram-se, outras nem tanto, mas é inegável a importância de aprender com as experiências de outras pessoas. Por isso, senti que devia também eu partilhar um pouco das minhas aventuras.

 

Muita gente me pergunta se gostei, se cheira mal, se é difícil, se vale a pena. Responderia que sim a todas as perguntas. A Índia confronta-nos com uma sociedade organizada de uma forma totalmente diferente da que conhecemos, obriga-nos a sair da nossa caixinha e a repensar os nossos valores. Só por isto, já valeria a pena. Mas depois há mais. Muito mais. 

 

Para começar esta série de posts sobre a Incredible India, deixo-vos 10 dicas que considero fundamentais para terem a melhor experiência de viagem possível.

 

#1 Roupa adequada

Pesquisei muuuito sobre este assunto antes de ir e vi de tudo: quem fizesse o drama e aconselhasse um modelito quase burca, e quem desdramatizasse completamente. Da minha experiência, o cuidado com a roupa é importante sim. Não vai impedir que todos os olhares se colem ao nosso corpo - não vai mesmo - mas vai fazer-nos sentir confortáveis e adequadas. Eu usei sempre roupa a tapar os ombros e as pernas, apesar do calor de mais de 40 graus. Como dizem os velhos sábios: o que tapa o frio, também tapa o calor! Aliás, os próprios indianos andam de camisa e calça comprida sempre.

 

#2 Bilhetes de comboio da cota turística

Claro que o ideal é comprar os bilhetes com antecedência e online (usei o Cleartrip), mas quando já não vamos a tempo e está tudo esgotado ou queremos deixar o percurso em aberto, a cota turística salva-nos! Fui de Portugal apenas com duas viagens compradas e a morrer de medo de não conseguir fazer as restantes (as filas de espera online eram enooormes!), mas consegui comprar na estação, dois ou três dias antes, sem grandes problemas. É só dirigirem-se à estação, levarem o passaporte e perguntarem pelos bilhetes da cota turística. Preenchem um formulário, escolhem a classe (muita atenção aqui!) e boa viagem!

 

#3 Uber

Há muitas cidades na Índia onde a Uber opera. O serviço não está ao nível europeu, mas os preços são RIDICULAMENTE baratos. Esqueçam qualquer bom negócio com tuk-tuk ou táxi, ainda assim na Uber será mais barato e menos cansativo. 

 

#4 Internet

Isto da Uber leva-me ao ponto da Internet móvel. Pois que seria um sonho chegar à estação de comboio, chamar um Uber e seguir para o hotel, SE houvesse Internet para chamar o dito. Em quase todos os lugares há uma rede "aberta", mas para aceder a ela, é preciso um número de telefone indiano para onde será enviado um SMS com o código que permite aceder à rede. Sem número indiano, não há Internet para ninguém! Acho que vale MUITO a pena comprar um cartão indiano, não só por esta questão, mas por todas as outras onde a Internet é uma mão na roda.

 

#5 Documentos de embarque

Na Índia, o controlo de entrada e saída nos aeroportos é super apertado. Se não têm cartão de embarque não entram no edifício sequer. Por isso, não se esqueçam de levar o bilhete no telemóvel ou em papel. Se só vão fazer lá o check-in, terão de mostrar o e-mail, e como não há Internet para vocês (número indiano, lembram-se?), terão de levar a página carregada.

 

#6 Hotel confortável

A Índia, como diz o próprio slogan, é mesmo um lugar incrível. É importante, contudo, estar ciente de que na Índia o bom é mesmo muito bom - e há muuuita coisa que nos vai maravilhar e deixar de boca aberta -, mas também que o mau consegue ser beeem mau. Coisas como o calor, o lixo, o cheiro, os animais e o trânsito caótico podem tornar a experiência um pouco stressante. Para mim, foi muito importante ter um sítio confortável para onde voltar, longe do barulho e da confusão.

 

#7 O tal do picante

Li muita coisa sobre a comida insuportavelmente picante e de como eles não entendiam o nosso "no spicy", mas a minha experiência mostrou-me exatamente o contrário. Não achei a comida assim tãaao picante e, quando pedi para não colocarem, respeitaram o pedido. Ah, e um lassi a acompanhar dá sempre uma ajudinha, por isso, não tenham medo da comida indiana, experimentem!

 

#8 Negociar preços e detalhes

Que na Índia é preciso negociar todos os valores até à exaustão, isso já sabemos. O que por vezes no passa ao lado são os detalhes, que podem fazer toda a diferença depois. Dou-vos o meu exemplo: negociámos uma viagem de carro. Ótimo, conseguimos o horário e o preço que pretendíamos, tudo perfeito. Quando chegou a hora, o carro era podre e não tinha as condições que considerávamos mínimas para fazer a viagem. Por isso, na hora de negociar, não esqueçam nenhum detalhe!

 

#9 Guia turístico

Cada pessoa tem a sua forma de viajar, e a nossa é sempre muito pela auto-descoberta, vulgo desenrascarmo-nos sozinhos. Contudo, na Índia senti a necessidade de ter um guia em algumas situações, nomeadamente nas chamadas Old city de cidades como Varanasi e Jodpur. Estes guias, preferencialmente locais, não são caros e trazem uma riqueza imensa à viagem: não só explicam de uma forma muito pessoal as tradições e costumes, como nos levam a locais que não conseguiríamos encontrar ou não teríamos acesso (a maioria por serem privados) se estivéssemos sozinhos. Por outro lado, em cidades como Agra e Dehli, por exemplo, achei totalmente dispensável. Ah, claro que ele vai tentar levar-vos a uma lojinha caça turista. Resistam o mais possível! Mas, se entretanto criaram uma ligação com ele e for difícil bater o pé, entrem, dêem uma volta e saiam sem comprar nada! Ali, dificilmente farão bons negócios.

 

#10 Modo múmia ativado

A Índia é uma grande teia comercial, onde os turistas são encarados com presas, carregadinhas de dinheiro. Não é uma imagem bonita, mas é a verdade.

Além disso, os indianos são bem fantasiosos e muito criativos. Não estranhem se alguém vos tentar convencer de que o monumento x está fechado ou que o vosso hotel inundou! Depois, com a maior simpatia do mundo, vão oferecer-se para vos encontrar uma ótima solução - ótima para eles claro, que vão ganhar uma comissão. 

Regra geral, não aceitar ajuda nunca! Mesmo o gesto, aparentemente, mais inocente pressupõe um pagamento posterior. No início sentiamo-nos super mal de andarmos na rua e não respondermos às solicitações das pessoas, mas depois percebemos que o mínimo cruzar de olhares faria com quem não nos largassem mais! 

 

Estas são algumas coisas que fui anotando ao longo da viagem. Algumas vão ao encontro do que li, outras nem por isso, mas tenho a certeza que todas serão úteis!

 

A viagem continua.

 

Beijinhos