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Blog À Trois

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Curiosidades À Trois #2 Filmes da Disney

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Olá pequenos bichos à trois 

 

Digam o que disserem, passem os anos que passarem, os filmes da Disney são sempre aqueles que nos aquecem o coração. Ideais para rever com uma mantinha (sim, leram bem, uma mantinha, que clima bipolar é este?) e um lanchinho saboroso para ir petiscando  Espreitem os últimos posts, a Lígia tem sugerido receitas capazes de convencer até o último dos teimosos a experimentar coisas saudáveis e super saborosas.

 

  Pipocas saudáveis no micro-ondas: sem açúcar e sem gordura!

 

Como nasci na época de 90, claro que fui apanhada pela febre da Pocahontas. Coincidência ou não, o meu animal preferido é o guaxinim (Hi Meeko!).  No entanto, do que me lembro, os que via e revia vezes sem conta eram os 101 dálmatas, a Branca de Neve e, last but certainly not least, a Cinderela  (imaginar na voz dos ratinhos: *Cinderela, Cinderela, noite e dia, Cinderela. Faz a sopa, lava a loiça. Passa a roupa, pobre moça*).

 

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Portanto, decidi trazer algumas curiosidades sobre os filmes das nossas infâncias, em mais uma rubrica Curiosidades À Trois.

 

 Para quem não se lembra em que consiste esta rubrica, leiam este post.

 

1ª Curiosidade

 

"A Pequena Sereia", é um livro de 1837, do autor dinamarquês Hans Christian Andersen. Na versão original deste conto, Ariel também procura Ursula para fazer um acordo em troca de um corpo humano, e o acordo continua a ser o de Ariel receber um beijo de um "amor verdadeiro" para que fique com um corpo humano de forma permanente.

 

No entanto, ao contrário do filme da Disney, de 1989, é a própria língua que ela ela tem de dar em troca das suas pernas humanas. Autch! Duvido que o Príncipe valesse este sacrifício todo, ahah.

 

Pequena Sereia.png

 

2ª Curiosidade

 

Apesar da Disney nos fazer acreditar que todos os contos tiveram um final feliz, a verdade é que os irmãos Grimm tinham uma visão mais sádica da realidade. Para prová-lo, vamos lá comparar os finais da versão da Disney, de 1937, da versão escrita da Branca de Neve, de 1854 (apesar dos irmãos Grimm terem publicado este conto em 1812, a versão final é de 1854).

 

Na versão da Disney, não temos muito pormenores sobre o que acontece com as personagens. O Príncipe aparece, beija a Branca de Neve e partem os dois em direção ao pôr do sol, para serem "felizes para sempre" (pfff, sabem lá eles o que a vida custa). E na versão dos irmãos Grimm? - perguntam vocês. Pois, é aqui que a coisa fica interessante. A Branca de Neve e o Príncipe convidam a Rainha para o casamento e, no final, obrigam-na a dançar com uns sapatos de ferro a ferver, até ela morrer. Pelos vistos a beleza exterior da fairest of them all não combinava o interior, não é? Vingativaaaaa!

 

Branca de Neve.png

 

3ª Curiosidade

 

Se acharam o final original da Branca de Neve mórbido, não sei o que irão achar deste, mas bora lá! Quando era criança o filme da Bela Adormecida era dos que menos pedia para ver. Parecia-me tudo muito escuro, assustador, deixava-me cheia de ansiedade (ahah). Já devia estar a captar as vibrações malígnas da história. 

 

O final do filme da Disney, de 1959, não difere muito do "príncipe-beija-princesa-e-são-felizes-para-sempre". Já a versão de Giambattista Basile, publicada em 1634 (existem mais versões, incluíndo uma dos já aqui mencionados irmãos Grimm), tem um enredo muito mais macabro. 

 

Nesta versão, um Rei passa pelo castelo onde está Bela Adormecida e ao vê-la inconsciente viola-a (sim, leram bem). O porco Rei volta para o seu reinado, sem saber que a princesa engravidou. Bela Adormecida acorda depois de dar à luz dois gémeos, visto que um deles suga o veneno do dedo da mãe. Mas calma, que isto ainda não acaba aqui. O tal porco Rei volta a encontrar-se com Bela (que já não é) Adormecida e os dois apaixonam-se. CHOQUEI. Quando a mulher do Rei descobre, tenta matar os gémeos para os dar de comer ao seu (ex?) marido, tal como assassinar a princesa. No entanto, eles conseguem escapar, casam-se e vivem felizes para sempre.

 

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  As ilustrações pertencem ao site www.collegehumor.com/.

 

Gostaram do post? Já conheciam alguns destes pormenores das versões originais?

Partilhem tudo nos comentários  e aproveitem o fim-de-semana para rever alguns destes clássicos.

 

Diana

 

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